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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Alfabeto Móvel.

A professora Maria Antonieta procura inovar suas aulas sempre, com o objetivo de motivar seus alunos. Os alunos adoram montar palavras com significados utilizando-se do alfabeto móvel.






DITADO DOCE

Uma atividade que encantou os pequeninos foi o ditado doce. Eles se deliciaram com cada palavra lida e acertada por eles. A professora Izabel trabalhou cada letrinha das palavras ditadas. Todos participaram ativamente e ao final saborearam as guloseimas.







segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Projeto: O Encanto da Leitura.

1º momento: Os alunos foram orientados a sentar-se em em circulo e então a professora falou sobre o projeto, sobre a importância de ler ao mundo encantador que a leitura nos faz viajar. Em seguida pediu aos alunos que olhassem quantos livros, quantas histórias temos no centro do circulo. (Os livros ficaram expostos de forma que proporcionou a curiosidade e os motivou a conhecê-los.  Todos tiveram o direito de reconhecer e manusear cada livro, de forma que  suas curiosidades ficassem ainda mais aguçada.
              2º momento: Leitura de alguns livros pelo professor, que instigou os alunos a fazerem inferências, comentar, argumentar, dar outro final a história, dar soluções para eventuais problemas que apareceram na história, comentaram sobre características dos personagens...
             3º momento: Os alunos poderam escolher um livro cada um, levaram para casa para os pais lerem para eles.
           4º momento: Os alunos tendo em mãos o livro que levaram para casa, contaram a história que ouviram em casa para todos os colegas. Todos poderam fazer inferências com comentários que fizeram a história contada ficar ainda mais significante.
          5º momento: Os alunos do primeiro ano formaram palavras  com o alfabeto móvel. Com os livros em mãos, e o auxílio da professora, escolheram palavras ou títulos, que mais chamaram a atenção e então montaram os mesmos sobre a carteira.

















quinta-feira, 21 de março de 2013

O BETO que mora no Além das palavras.





O Beto do Além das palavras, assim como o Alfa tem sido visitas frequentes da sala do 2º ano B vespertino, da professora Maria Antonieta. Neste dia foi trabalhado o som do M, todos os alunos participaram da conversa com o Beto. 















PRODUÇÃO DO ALÉM DAS PALAVRAS

 A professora Izabel, do 2º ano A, E.F, período matutino,tem trabalhado com o projeto Além das palavras e os alunos vem produzindo textos.  Através do livro Aprender a ler, p.29, produziram oralmente o texto, Beto e seu cavalo, com a ajuda da professora,  baseados na ilustração sugerida pelo livro, dando a sequência correta. A professora transcreveu em cartaz para trabalhar a leitura. Muitas outras frases coerentes também foram produzidas por eles e a professora escreveu no quadro.








quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PORTA TRECOS. - LATÕES REUTILIZADOS.

                                                              PORTA TRECOS.

Decorei estes latões de argamassa para que sejam  reutilizados, isso praticamente sem  custo algum. Recortei revistas velhas, colei com cola branca, e contornei com tinta em tubo com bico fino. Servirão para guardar várias coisinhas.














sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Texto sobre Paulo Freire: a leitura do mundo

"Ivo viu a uva", ensinavam os manuais de alfabetização. Mas, o professor Paulo Freire, com seu método de alfabetizar conscientizando, fez adultos e crianças, no Brasil e na Guiné Bissau, na Índia e na Nicarágua, descobrirem que Ivo não viu apenas a uva com os olhos. Viu também com a mente e se perguntou se a uva é natureza ou cultura.
Ivo viu que a fruta não resulta do trabalho humano. É Criação, é natureza. Paulo Freire ensinou a Ivo que semear uva é ação humana na e sobre a natureza. É a mão, multiferramenta, despertando as potencialidades do fruto. Assim como o próprio ser humano foi semeado pela natureza em anos e anos de evolução do Cosmos. Colher a uva, esmagá-la e transformá-la em vinho é cultura, assinalou Paulo Freire. O trabalho humaniza a natureza e, ao realizá-lo, o homem e a mulher se humanizam. Trabalho que instaura o nó de relações, a vida social. Graças ao professor, que iniciou sua pedagogia revolucionária com operários de Senai de Pernambuco, Ivo viu também que a uva é colhida por bóias-frias, que ganham pouco, e comercializada por atravessadores, que ganham melhor.
Ivo aprendeu com Paulo que, mesmo sem ainda saber ler, ele não é uma pessoa ignorante. Antes de aprender as letras, Ivo sabia erguer uma casa, tijolo a tijolo. O médico, o advogado ou o dentista, com todo o seu estudo, não era capaz de construir como Ivo. Paulo Freire ensinou a Ivo que não existe ninguém mais culto do que o outro, existem culturas paralelas, distintas, que se complementam na vida social. Ivo viu a uva e Paulo Freire mostrou-lhe os cachos, a parreira, a plantação inteira. Ensinou a Ivo que a leitura de um texto é tanto melhor compreendida quanto mais se insere o texto no contexto que Ivo extrai o pretexto para agir. No início, meio e fim do aprendizado é a práxis de Ivo que importa. Práxis-teoria-práxis, num processo indutivo que torna o educando sujeito histórico.
Ivo viu a uva e não viu a ave que, de cima, enxerga a parreira e não vê a uva. O que Ivo vê é diferente do que a ave vê. Assim, Paulo Freire ensinou a Ivo um princípio fundamental da epistemologia: a cabeça pesa onde os pés pisam. O mundo desigual pode ser lido pela ótica do opressor ou pela ótica do oprimido. Resulta uma leitura tão diferente uma da outra como entre a visão de Ptolomeu, ao observar o sistema solar com os pés na Terra, e a de Copérnico, ao imaginar-se com os pés no Sol.
Agora Ivo vê a uva, a parreira e todas as relações sociais que fazem do fruto festa no cálice de vinho, mas já não vê Paulo Freire, que mergulhou no Amor na manhã de 2 de maio. Deixa-nos uma obra inestimável e um testemunho admirável de competência e coerência. Paulo deveria estar em Cuba, onde receberia o titulo de doutor honoris causa da Universidade de Havana. Ao sentir dolorido seu coração que tanto amou, pediu que eu fosse representá-lo. De passagem marcada para Israel, não me foi possível atendê-lo. Contudo, antes de embarcar, fui rezar com Nita, sua mulher e os filhos, em torno de seu semblante tranqüilo: Paulo via Deus.

Frei Bettto

Fonte: http://portal.mec.gov. br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf, acesso em 01/12/2007.

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