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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Texto sobre Paulo Freire: a leitura do mundo

"Ivo viu a uva", ensinavam os manuais de alfabetização. Mas, o professor Paulo Freire, com seu método de alfabetizar conscientizando, fez adultos e crianças, no Brasil e na Guiné Bissau, na Índia e na Nicarágua, descobrirem que Ivo não viu apenas a uva com os olhos. Viu também com a mente e se perguntou se a uva é natureza ou cultura.
Ivo viu que a fruta não resulta do trabalho humano. É Criação, é natureza. Paulo Freire ensinou a Ivo que semear uva é ação humana na e sobre a natureza. É a mão, multiferramenta, despertando as potencialidades do fruto. Assim como o próprio ser humano foi semeado pela natureza em anos e anos de evolução do Cosmos. Colher a uva, esmagá-la e transformá-la em vinho é cultura, assinalou Paulo Freire. O trabalho humaniza a natureza e, ao realizá-lo, o homem e a mulher se humanizam. Trabalho que instaura o nó de relações, a vida social. Graças ao professor, que iniciou sua pedagogia revolucionária com operários de Senai de Pernambuco, Ivo viu também que a uva é colhida por bóias-frias, que ganham pouco, e comercializada por atravessadores, que ganham melhor.
Ivo aprendeu com Paulo que, mesmo sem ainda saber ler, ele não é uma pessoa ignorante. Antes de aprender as letras, Ivo sabia erguer uma casa, tijolo a tijolo. O médico, o advogado ou o dentista, com todo o seu estudo, não era capaz de construir como Ivo. Paulo Freire ensinou a Ivo que não existe ninguém mais culto do que o outro, existem culturas paralelas, distintas, que se complementam na vida social. Ivo viu a uva e Paulo Freire mostrou-lhe os cachos, a parreira, a plantação inteira. Ensinou a Ivo que a leitura de um texto é tanto melhor compreendida quanto mais se insere o texto no contexto que Ivo extrai o pretexto para agir. No início, meio e fim do aprendizado é a práxis de Ivo que importa. Práxis-teoria-práxis, num processo indutivo que torna o educando sujeito histórico.
Ivo viu a uva e não viu a ave que, de cima, enxerga a parreira e não vê a uva. O que Ivo vê é diferente do que a ave vê. Assim, Paulo Freire ensinou a Ivo um princípio fundamental da epistemologia: a cabeça pesa onde os pés pisam. O mundo desigual pode ser lido pela ótica do opressor ou pela ótica do oprimido. Resulta uma leitura tão diferente uma da outra como entre a visão de Ptolomeu, ao observar o sistema solar com os pés na Terra, e a de Copérnico, ao imaginar-se com os pés no Sol.
Agora Ivo vê a uva, a parreira e todas as relações sociais que fazem do fruto festa no cálice de vinho, mas já não vê Paulo Freire, que mergulhou no Amor na manhã de 2 de maio. Deixa-nos uma obra inestimável e um testemunho admirável de competência e coerência. Paulo deveria estar em Cuba, onde receberia o titulo de doutor honoris causa da Universidade de Havana. Ao sentir dolorido seu coração que tanto amou, pediu que eu fosse representá-lo. De passagem marcada para Israel, não me foi possível atendê-lo. Contudo, antes de embarcar, fui rezar com Nita, sua mulher e os filhos, em torno de seu semblante tranqüilo: Paulo via Deus.

Frei Bettto

Fonte: http://portal.mec.gov. br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf, acesso em 01/12/2007.

sábado, 1 de outubro de 2011

Projeto de Língua Portuguesa

PROJETO DE LÍNGUA PORTUGUESA

HISTÓRIAS DE TERROR

LENDAS E MITOS.

Maio/2011

Japorã/ms

Autora: Profª-Maurina Aparecida de Lima Pientka.

Disciplina: Língua Portuguesa

Escola Estadual Japorã.

Direção: Fátima M. Garcia

Coordenação: Rosineide Pereira L. Lima.

Público Alvo: 7º Ano A

Turno: Matutino.

DURAÇÃO: 4 Hs aulas aproximadamente.

JUSTIFICATIVA:

Este projeto justifica-se por querer mostrar que todo mundo tem medo de alguma coisa, e que histórias de terror é algo normal, e que elas também tem personagens, espaço, tempo, narrador, ou seja, os elementos da narrativa, além de ser um incentivo à leitura.

Sabemos que muitos personagens da mitologia do mundo antigo, já não são relembrados e que podem ser esquecidos, são entes sobre naturais que podem ser animais, humanos, seres sobrenaturais metade humano metade animal, etc. Histórias fantásticas que pertencem a nossa cultura e não devem ser esquecidas pois elas brincam com nosso medo, lidam com o desconhecido e dividem as opiniões das pessoas.

OBJETIVOS:

à Preservar a cultura mitológica brasileira.

àCompreender porque elas causam medo.

àEstudar os personagens e os lugares em que as histórias se passaram.

àEntender a descrição de espaço nas aventuras.

à Utilizar de inferências de funções midiáticas para desenvolver trabalhos com gêneros textuais e aplicativos tecnológicos.

à Promover a leitura e a produção de resumos.

à Incentivar a apresentação de trabalhos em forma de seminários.

METODOLOGIA:

1ª etapa: Depois de fazer em sala de aula um estudo sobre o tema, referido no livro didático, e ler algumas lendas e mitos trazidos pelo mesmo, os alunos usarão a sala de tecnologia educacional para pesquisarem sobre outras histórias mitológicas da nossa cultura em um site de busca. Logo mais, divididos em duplas, uma lenda ou mito diferente para cada dupla será escolhido.

2ª etapa: Ainda na STE, utilizarão para a produção de slides, os quais, produzidos por duplas terão a lenda ou mito resumido, e comentado sobre a região e a origem. O slide terá imagens características ao tema também encontradas em sites de buscas e enviadas para minhas imagens e coladas nos slides produzidos no aplicativo Power point.

Depois farão uma análise sobre os elementos da narrativa, que será incluído no último slide.

3ª etapa: Prontos os slides, acontecerá a apresentação na sala de multimídia através de data show, onde cada dupla apresentará seu trabalho para os demais para que todos recordem conheçam as variadas lendas e mitos, e saibam sua região de origem bem como sua o resultado dos elementos de cada narrativa trabalhada.

RECURSOS UTILIZADOS:

à Livros.

à Computadores e aplicativos.

à Internet.

à Data show.

RELAÇÃO PEDAGÓGICA:

à Leitura.

à Escrita.

à Produção.

àEstudo dos elementos da narrativa (personagens, tempo, espaço, narrador, enredo...)

à Relação tecnológica com o meio educacional.

à Oralidade.

AVALIAÇÃO:

à A avaliação será contínua e progressiva.

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Profª regente: Maurina Pientka. Profª STE: Gisele Bortoluzzi

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Coordenadora: Rosineide P. L. Lima

Obrigada pela visita!!!

Voltem sempre!!!